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Exercícios de Diálogo Escrito
Apresentamos aqui um conjunto de exercícios e propostas
de actividades relacionados com a elaboração de diálogos
escritos. Encontram-se divididos em três grupos:
Considerações
Gerais
Ao propor actividades com diálogos escritos, o professor
deve ter em conta a situação individual de cada aluno,
prestando particular atenção aos factores idade e
proficiência linguística em Português. Ficam
aqui algumas sugestões que o possam ajudar nesse sentido.
Aproveitar os conhecimentos prévios dos alunos
É importante criar exercícios que se insiram no
percurso de aprendizagem dos alunos. No caso dos alunos de Português
língua não materna (PLNM), tal pressupõe
conhecer, por um lado, as aprendizagens que efectuaram na sua
língua materna e, por outro, ter uma boa percepção
dos conhecimentos que já adquiriram da língua portuguesa.
O professor pode inspirar-se em histórias que os alunos
conheçam da sua língua materna. Havendo este enquadramento,
é provável que os alunos se sintam mais seguros
e mais motivados, permitindo um maior investimento na formulação
linguística dos enunciados. O professor pode também
recorrer a histórias universalmente conhecidas, como o
Capuchinho Vermelho, a Gata Borralheira, o Bambi, etc. Pode ainda
solicitar que os alunos tragam um livro escrito na sua língua
materna e pedir que traduzam os diálogos para o Português
ou que imaginem novos diálogos a partir das imagens.
Sugerimos também que o professor esteja atento às
conversas que os alunos já conseguem manter em Português
(na sala de aula, no recreio, com colegas, com outros professores,
etc.), utilizando-as como ponto de partida para a elaboração
de diálogos escritos. Procedendo desta forma, o professor
evita que os alunos sejam expostos a tarefas escritas sem terem
tido oportunidade de solidificar as suas competências a
nível da oralidade.
Combinar diversas actividades
A elaboração de um diálogo escrito pode
ser combinada com outras actividades tornando, ao mesmo tempo,
a aprendizagem mais lúdica e mais dinâmica. Acima
de tudo, sugerimos que o professor inclua sempre uma componente
oral. Pode, por exemplo, contar uma história e pedir aos
alunos que escrevam um diálogo com base no que ouviram;
utilizar uma conversa que tenha tido com os alunos ou que os alunos
tenham tido entre si como ponto de partida para o diálogo
escrito; pedir aos alunos que apresentem oralmente os diálogos
que escreveram, seja lendo, seja representando, etc. Igualmente
importante é combinar tarefas de escrita com tarefas de
leitura. Apenas se pode esperar dos alunos que elaborem bons diálogos
se lhes forem fornecidos exemplos pelos quais se possam guiar.
Condicionar a produção escrita
Haverá alturas em que é oportuna a escrita livre,
dando-se liberdade aos alunos para escolherem um tema, as personagens,
o contexto conversacional e ainda para imaginarem um diálogo
de raiz. Trata-se, no entanto, de uma tarefa bastante complexa,
para a qual nem todos os alunos estarão preparados. Nessas
situações, será mais apropriado condicionar
as produções dos alunos, permitindo que aprofundem
uma ou outra competência em concreto, dando-lhes, em simultâneo,
uma maior sensação de segurança. O professor
pode alterar a ordem das falas de um diálogo e pedir aos
alunos para ordenar; especificar o contexto conversacional (tópico,
personagens); fornecer instruções quanto aos aspectos
a trabalhar (estrutura, dimensão, vocabulário, sintaxe,
etc.); escrever o início de um diálogo e pedir aos
alunos para completarem; recorrer a estímulos visuais;
dar um diálogo com espaços em branco (palavras isoladas
ou falas inteiras – por exemplo, de uma determinada personagem),
etc.
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Para Trabalhar Aspectos Específicos do Diálogo Escrito
Propomos aqui um conjunto de exercícios que permitem treinar:
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Para fazer uso de bandas-desenhadas
A banda-desenhada é provavelmente o tipo de leitura que
mais explora o diálogo escrito. Além disso, é
divertida e estimulante para os alunos. É o meio ideal para
“aprender, brincando”.
A banda-desenhada pode ser particularmente adequada para trabalhar
com alunos de PLNM, uma vez que recorre a uma linguagem simples
e a falas curtas. Além disso, a presença das imagens
pode ajudar a compreender a história, quando os alunos têm
ainda poucos conhecimentos da língua portuguesa.
Na selecção de bandas-desenhadas a trabalhar na sala
de aula, é importante que o professor se guie pela idade
e a proficiência linguística em Português dos
alunos. Sugerimos, ainda, que procure saber junto dos alunos que
bandas-desenhadas mais gostam de ler. Trabalhar histórias
e personagens conhecidas dos alunos pode fazer com que se sintam
mais motivados, mais envolvidos no processo de aprendizagem. No
caso dos alunos de PLNM, pode facilitar a compreensão das
histórias e dos diálogos. Além disso, o facto
de os alunos estarem familiarizados com uma determinada banda-desenhada
permite ainda fazer diversas actividades paralelas, como a descrição
de personagens, o reconto de outras histórias que os alunos
já tenham lido da mesma série, etc.
Os exercícios aqui apresentados têm por objectivo:
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