| Exercícios
para desenvolvimento do Texto Narrativo » Actividade
1
Objectivo
- Reconhecer e trabalhar algumas características inerentes
ao texto narrativo.
Conteúdos
- Introdução da história com respectiva localização
temporal;
- Introdução de personagens no texto;
- Uso de mecanismos de conexão entre as frases.
Tarefas
a realizar
-
Escolher um texto. Pedir aos alunos que o leiam:
A Princesa e a Ervilha
Era uma vez um príncipe que queria casar com uma
princesa. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar
uma. Viu muitas princesas, mas havia sempre qualquer coisa
que não parecia estar como devia ser. Por fim, regressou
a casa, muito abatido, porque queria uma princesa e não
a tinha encontrado.
Uma noite houve uma terrível tempestade; os trovões
ribombavam, os raios rasgavam o céu e a chuva caía
em torrentes — era apavorante. No meio disso tudo,
alguém bateu à porta e o velho rei foi abrir.
Deparou com uma princesa. Mas, meu Deus!, o estado em que
ela estava! A água escorria-lhe pelos cabelos e pela
roupa. No entanto, ela afirmou que era uma princesa de verdade.
— Bem, já vamos ver isso — pensou a velha
rainha. Não disse uma palavra, mas foi ao quarto
de hóspedes, desmanchou a cama toda e pôs uma
pequena ervilha no colchão. Depois empilhou mais
vinte colchões por cima. A princesa iria dormir nessa
cama.
De manhã, perguntaram-lhe se tinha dormido bem.
— Oh, pessimamente! Não preguei olho em toda
a noite! Só Deus sabe o que havia na cama, senti
uma coisa dura que me encheu de nódoas negras. Foi
horrível.
Então ficaram com a certeza de terem encontrado uma
princesa verdadeira, pois ela tinha sentido a ervilha através
de vinte colchões. Só uma princesa verdadeira
podia ser tão sensível.
Então o príncipe casou com ela; não
precisava de procurar mais. A ervilha foi para o museu.
Aqui têm uma bela história!
Adaptação
de um texto de Hans Christian Andersen, recolhido em:
ttp://guida.querido.net/andersen/conto-01.htm |
-
Chamar a atenção para a forma como o autor estabelece
a distância temporal em relação ao
momento da escrita, através da expressão “Era
uma vez”. Mostrar que “Era uma vez” é
uma expressão que tem um verbo (ser) no pretérito
imperfeito e que, por isso, a frase deverá continuar
com verbos no imperfeito: “Era uma vez um príncipe
que queria casar…”.
-
Sugerir (ou pedir aos alunos que sugiram) outras formas de
introduzir a história situando-a no tempo ou no espaço
e pedir aos alunos que façam as alterações
necessárias:
1) “Um dia...”
2) “Há muito, muito tempo...”
3) “Quando eu era pequenino...”
4) “Em tempos que já lá vão…”
5) “Numa terra distante...” |
-
Mostrar a forma como são apresentadas as personagens:
-
“Era uma vez um príncipe”– é
introduzido por meio de um artigo indefinido, uma vez que
há muitos príncipes e o autor se refere apenas
a um, que nós não conhecemos e que corresponde,
por isso, a informação nova;
-
“o velho rei”, por sua vez, já pode
(e deve) ser introduzido usando o artigo definido, uma vez
que, pelo conhecimento do mundo, sabemos que existe uma
relação entre o rei e o príncipe (o
rei é pai do príncipe). Assim, quando o autor
introduz “o velho rei” usando artigo definido,
já sabemos que este rei só pode ser o pai
do príncipe anteriormente apresentado.
-
Elaborar um exercício onde se confrontem diferentes
formas de introduzir as personagens, umas adequadas e outras
não. Pedir aos alunos que escolham aquelas que estão
certas e que o justifiquem:
| 1. Era uma vez ele que queria casar com uma princesa.
Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma.
(…)
2. Era uma vez o príncipe que queria casar com
uma princesa. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para
encontrar uma. (…)
3. Era uma vez um príncipe que queria casar com
a princesa mais linda do mundo. Por isso, foi viajar pelo
mundo fora para encontrá-la. (…)
4. Ele queria casar com a princesa. Por isso, foi viajar
pelo mundo fora para encontrar uma. (…)
5. Uma vez ele queria casar com uma princesa. Por isso,
foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma. (…)
6. O príncipe do maior reino do mundo queria
casar com uma princesa. Por isso, foi viajar pelo mundo
fora para encontrar uma. (...) |
-
Chamar a atenção dos alunos para a organização dos textos
por parágrafos. Mostrar que a introdução do texto representa
um parágrafo, a narração dos acontecimentos pode ter vários
e que conclusão deve também ser um parágrafo.
-
Explicar que os diálogos devem ser introduzidos usando
um travessão e que cada fala corresponde a um parágrafo.
-
Chamar a atenção para os elementos que fazem a ligação entre
as frases encontrados no texto: “por isso”, “mas”, “por
fim”, “no meio disso tudo”, “no entanto”, “então”, etc. Pedir
aos alunos que substituam estas expressões por outras equivalentes,
de modo a não alterarem o sentido do texto:
| Era uma vez um príncipe que queria casar com
uma princesa. Por isso, foi viajar pelo mundo fora
para encontrar uma. Viu muitas princesas, mas havia
sempre qualquer coisa que não parecia estar como
devia ser. Por fim, regressou a casa, muito abatido,
porque queria uma princesa verdadeira. |
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