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Aprendizagens interculturais Introdução Um dos desafios do sistema educativo em Portugal é proporcionar aos alunos a aquisição de competências linguísticas e interculturais que lhes permitam adquirir conhecimentos, desenvolver atitudes de abertura à alteridade eagir como cidadãos eficazes em qualquer parte do mundo. Esta visão do ensino das línguas e das culturas denomina-se educação plurilingue e intercultural (Béacco et alii, 2009). Segundo os mesmos autores, a educação plurilingue e intercultural fundamenta-se nos seguintes princípios:
Portugal, membro de pleno direito da União Europeia, subscreve todos estes princípios, mas o sistema educativo português não está ainda preparado para cumprir os objetivos que deles emanam. O reconhecimento da importância da educação plurilingue e pluricultural implica o respeito pelas línguas e pelas culturas: aquelas que, embora estando presentes na escola, não são reconhecidas, nem ensinadas; as que sendo reconhecidas pela escola não encontram nela espaço para o seu ensino e ainda, naturalmente, as línguas ensinadas na escola. Os objetivos da educação plurilingue e intercultural são os seguintes (Béacco et alii, 2009):
O acesso à educação e o sucesso escolar dependem, em muito, das competências dos alunos em línguas. Ao entrar na escola, algumas crianças encontram-se em situação de desvantagem na medida em que as suas competências não correspondem às expectativas e, sobretudo, a sua língua, amplu sensu, não é a língua da escola. São, em muitos casos, crianças de meios desfavorecidos, de famílias migrantes, cuja língua primeira é minoritária, regional ou uma variante da língua padrão veiculada pela escola. Seja qual for o seu repertório linguístico, a criança tem de aprender a comunicar na e através da língua da escola. O domínio da língua de escolarização é fundamental para o sucesso escolar e o devir social.
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